1º Elegbara para os Nagôs ou Legba para os Fon
Vamos começar a falar de cada qualidade de exu
1º Elegbará ( (ele=dono, senhor ; agbara=poder), Senhor do poder.
Esù Elegbara dos Yorubas, Legba dos fon
Filho primogênito de Oxalá com Iemanjá e irmão de Ogum, Elegbará sempre aprontava para chamar a atenção. Depois de várias tentativas inúteis dos seus pais para trazê-lo para o caminho da responsabilidade, ele acabou sendo expulso da morada paterna e para que isso fosse garantido Yemanjá pariu o segundo filho, Ogun que tomou para si a missão de guardar as moradas contra as investidas de Exu, porém Exu e Ogum caminham juntos e nutrem grande afinidade.
Destemido, valente e brincalhão, adorava se envolver em tudo o que acontecia na Terra. Devido à sua imensa curiosidade e vontade de viver, ele andou pelos quatro cantos do mundo, buscando descobrir todos os segredos e mistérios que envolviam o nosso planeta.
Elegbará era um orixá que ao mesmo tempo em que era amado, era muito temido, pois já intimidava a todos com seus olhos, que eram duas bolas de fogo. Ao contrário de alguns orixás que ansiavam em ter um reino, fundando nações, ele queria o mundo todo, por isto saía pelas estradas, vivendo aventuras e angariando adoradores em todas as tribos que visitava.
Elegbará é aquele que vive no plano intermediário entre Orum e o Aiyê.
Ele é o protetor dos aventureiros, jogadores e todos aqueles que gostam de viver, é também o mensageiro dos outros Òrìsà e nada se pode fazer sem ele.
É o guardião dos templos, das casas e das cidades.
Muito se discute se existiria ou não a parte feminina de Exu, eu Sérgio de Ajunsun sempre digo: não existe, assim como não existiria uma parte feminina para Ogum, Oxossi, Obaluaiye? O que aconteceu, na realidade, foi se pegar emprestado o termo Legba dos Fon.
Veja que também na cultura Fon o termo similar de Legba, o que teria a equivalência como Elegbara dos Nagôs também aparece como um figura masculina.
Para tentarmos discutir esse assunto, teremos que tocar no nascimento da umbanda:
Em 1908, aqui no Rio, no Bairro de Niterói, o médium Menezinho recebeu, pela primeira vez, numa mesa de carde cismo o Caboclo Sete Encruzilhadas que, vai lá fora, pega uma flor e a joga em cima da mesa anunciando:
- Irmãos, a partir de amanhã, não virá aqui nessa mesa espíritos de parentes procurando contatos, haverá também espíritos de escravos, índios, prostitutas e criminosos, como podemos deduzir, os espíritos de índios foram chamados de caboclos, os dos escravos foram chamados de pretos velhos e os de criminosos foram associados à figura do orixá Exu, só nos restava agora classificar os das prostitutas, para essas buscaram na figura do Nkice Pomo N Gila, Nkice que teria na crença de um grupo banto uma parte feminina, o que na verdade outros grupos de Bantos nunca aceitaram. Esse mesmo grupo, os que aceitaram, tinha uma forte influência Nagô e tinham para si a Nação omoloco, essa apesar de pertencer aos bantos tinha uma forte influência Nagô e ao invés de Nkices, cultuavam como seus deuses os Orixás.
Em resumo:
Como falei no capítulo introdutória a Exu, temos o dever de sempre estabelecer uma diferença entre os elementos Exu e Catiço. Acredito que todos têm um valor imensurável, porém cada um precisa respeitar suas origens, dai seria evitada tantas discussões desnecessárias.
Também, segundo alguns pesquisadores Elegbara como também Alaketu, Lalu, Jelu e Run Danto seriam apenas a designação de só um Exu visto em várias regiões.
Contatos com esse Babalorixá:
(021) 3755 5424, 9177 3054
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